Deputado Marcos Martins realiza Ato Solene São Paulo Livre do Amianto - Marcos Martins

Deputado Marcos Martins realiza Ato Solene São Paulo Livre do Amianto

O mandato do Deputado Estadual Marcos Martins promoveu na tarde de segunda-feira (9/10), o Ato Solene “São Paulo Livre do Amianto”, na ALESP. Após decisão do STF sobre a constitucionalidade da lei 12.684/07, que proíbe o amianto no Estado de São Paulo, o banimento da fibra assassina ganhou fôlego em todo o país e suscitou questões como a “desamiantização”, a destinação correta de lixo perigoso e a logística reversa, temas abordados durante o encontro.

O evento foi presidido por Amauri Lima, vice-presidente da Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (ABREA) e assessor do deputado estadual Marcos Martins (autor da lei que proíbe o amianto no Estado de São Paulo); e contou com a presença da dra. Fernanda Giannasi, integrante da rede internacional Ban-Asbestos e principal ativista contra o amianto no Brasil; dr. Luciano Leivas e dr. dr. Patrick Merizio, ambos do Ministério Público do Trabalho (MPT); dra. Simone Alves dos Santos, da Vigilância Sanitária; Eliezer de Souza, presidente da ABREA; dra Erica Coutinho, advogada da ABREA; e Gilberto Almazan, presidente do DIESAT; além de diversos sindicatos, familiares das vítimas e trabalhadores contaminados.

Na ocasião, a dra. Fernanda Giannasi chamou atenção para os golpes que os trabalhadores vêm sofrendo por parte da indústria do amianto, seja na tentativa de ludibriar àqueles que foram expostos à fibra ou para descredibilizar a própria ativista, reconhecida mundialmente por sua luta incansável. “Querem causar confusão entre aqueles que pretendem acionar as empresas na justiça, seja individual ou coletivamente. Estão tentando de tudo para não terem que assumir suas responsabilidades”, denunciou Fernanda.

Também estiveram presentes na atividade vereadoras das cidades de Osasco e Carapicuíba, que recebem ou receberão audiências para discussão do tema. No passado, Osasco abrigou a maior fábrica da Eternit na América Latina, que deixou um passivo ambiental e de trabalhadores contaminados sem precedentes. Carapicuíba, por outro lado, recebeu boa parte deste lixo perigoso, que foi descartado sem qualquer cuidado e, hoje, corre sérios riscos de contaminação.

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